Um princípio de representação · medido · código aberto
O BH é um modelo de representação onde múltiplas interpretações — possivelmente contraditórias — partilham um substrato imutável e permanecem consultáveis, sem duplicar o dado nem as forçar a uma única verdade.

O coração, numa linha: não duplicar o mundo toda vez que alguém discorda dele. A nossa varredura identificou isto — interpretações rivais mantidas como entidades de 1ª classe — como a propriedade que melhor distingue o BH das abordagens avaliadas; damos-lhe um nome de trabalho: FCIR. Conclusão provisória: a alegação de paradigma universal não foi confirmada, e a FCIR já existe em RDF named graphs e standoff annotation — julga-a como síntese, não como invenção.

DOI 10.5281/zenodo.20821058

FCIR — the model in one picture

O mesmo modelo, em texto
   Interp A (alice):  céu   gato  rua      coexistem · co-registadas · 1ª classe
   Interp B (bob):    céu   gato  rua
   Interp C (carol):  céu   CÃO   rua      (discordam em e2 — ambas mantidas)
                       |     |     |
   substrato:          e1    e2    e3       imutável · guardado uma vez
                             |
       adjudicação no momento da leitura (OPCIONAL · não armazenada):
          uma lente   ·   maioria -> "gato"   ·   manter a discordância

O que o torna diferente — e o que não torna

Guardar um substrato uma vez e ler seletivo é SOTA maduro (DICOM, COG, lakeFS, S-LoRA…) — o BH não reivindica isso. Uma varredura de 20 domínios achou a FCIR ainda pouco explorada: o mesmo modelo manteve-se em quatro protótipos muito diferentes —

instânciadomínioo mesmo modelo, instanciado
bhannoanotações rivaisK rotulagens coexistem, adjudicação opcional — a mais pura
bhmemmemória de agenteversões conflitantes sobre um histórico
bhckptcheckpoints de modeloleituras alternativas de uma base partilhada
bhtracetraceslentes concorrentes sobre uma árvore de spans

Onde ajuda mais (honestamente): preservar a discordância entre anotadores em ML — manter cada leitura de 1ª classe em vez de colapsar para um único gold label ("aprender da discordância"). Ver a Conclusão.

O Princípio (FCIR) →
O que é a FCIR, o teste falsificável, e a confrontação honesta com Git, RDF named graphs, CRDTs, bitemporal, standoff, event sourcing.
A Álgebra →
O modelo formal — operadores e leis; FCIR como ⊕ ⊥ α (coexistência desacoplada da adjudicação).
Conclusão (provisória) →
A hipótese de paradigma universal não foi confirmada; o que sobreviveu; a resposta à crítica externa.
O Estudo (medido) →
9 ângulos testados, método declarado, baselines honestos, autocorreções públicas.
Código no GitHub →
Quatro protótipos .bh (ilustrações, não competidores), a varredura, e como reproduzir tudo.
Não duplicar o mundo toda vez que alguém discorda dele.
Como citar
Carvalho, Márcio M. (2026). Hierarchical Bits: A Structural Envelope for Orchestrating Representations — Method, Measurements and Boundaries (publicado como nota técnica no Zenodo). https://doi.org/10.5281/zenodo.20821058.DOI: 10.5281/zenodo.20821058
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